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A mulher e a igualdade de gênero na Nova Zelândia

A Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo a estabelecer o direito de mulheres ao voto, isso lá no século 19. E em 1997 o país elegeu uma mulher como primeira-ministra, Jenny Shipley. A inserção de mulheres nos diversos espaços da sociedade é bem avançada e coloca a Nova Zelândia na 10ª entre países igualitários. No entanto, alguns avanços e desafios ainda precisam ser realizados para manter os bons índices do país.

Quais os caminhos para se alcançar a igualdade de gênero?

 

Para contribuir com o tema, o Conselho Nacional da Mulher na Nova Zelândia elencou alguns passos para se alcançar a igualdade de gênero. Algumas das ações são: criar uma cultura positiva de gênero, assegurar a liderança e a governança e alcançar igualdade estrutural.  Bem, mas como é a situação na prática? Confira alguns dados para entender o cenário kiwi:

  • Cerca de 61% das mulheres neozelandesas possuem curso superior completo.
  • Mulheres recebem em média, 12% a menos que homens na mesma posição.
  • Apenas 14% dos diretores das principais companhias do país são mulheres.
  • Enquanto que, 42% dos cargos mais altos do setor público são ocupados por mulheres.
  • Uma em cada quatro mulheres vão sofrer alguma forma de violência ou abuso ao longo da vida.
Os desafios são menores na Nova Zelândia, mas existem.

Mas com dados tão claros e inúmeras pesquisas relevantes sobre o tema, por que é difícil reduzir as desigualdades de gênero  (não só na Nova Zelândia, mas no mundo)? Porque a mudança depende de fatores estruturais de uma cultura ou sociedade. O entendimento de práticas que diminuem ou desvalorizam mulheres não é tão claro para a maior parcela da população. Entender que a dupla ou tripla jornada de trabalho – trabalho formal e trabalho no lar – impactam na produtividade e bem estar de inúmeras mulheres é um desafio.

Sem citar o impacto da falta de acesso digno à escolas de qualidade, sistemas de saúde com atendimento humanizado, acesso à orientação sobre planejamento familiar e redes de proteção contra violência e abusos de todo tipo.

É claro que aqui cabem várias ressalvas e realizar comparações com a realidade brasileira, por exemplo, não ajudam a resolver o problema. No entanto, falar sobre o tema de diversas formas possíveis contribui para o entendimento e para que novas metas sejam estabelecidas. Dar visibilidade, mas também pesquisar e divulgar fontes confiáveis sobre a questão é um passo.

Para finalizar o papo, aqui vão três links para ajudar você a entender o tema:

Medidas práticas que você pode adotar para combater a desigualdade de gênero: http://bit.ly/2ghnr8M

Um PDF com o resumo das ações e do contexto neozelandês: http://bit.ly/2ncWzGr

Calculadora da igualdade de gênero no mundo: http://bbc.in/1TX0YL0 

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