Carreira

A temida carta de apresentação

Em terras brasileiras não é muito comum enviar junto com o currículo uma carta de apresentação, a não ser nos casos em que o cargo é muito específico ou a concorrência é alta. No caso da Nova Zelândia, a tal cover letter é quase um anexo do CV.

Se o currículo é a parte sucinta e objetiva de você, a carta de apresentação dá um gostinho a mais ao recrutador sobre seus atributos profissionais e suas habilidades.

Nada de “embromation”

Não invente ou enrole muito. Por mais que a cover letter permita mais espaço para destacar o melhor do que você tem feito por aí, a pessoa que vai ler sua carta precisa ser fisgada pela leitura e ficar tão interessada para ligar para você e agendar o próximo horário da entrevista.

A carta de apresentação deve conter detalhes sobre suas habilidades e a razão pela qual você está aplicando para aquele cargo. E é claro, ela pode funcionar como uma confirmação daquilo que você já apontou lá no currículo e vai mostrar ao empregador se o que você tem a oferecer é o que ele precisa.

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Gra-má-ti-ca

Aqui vale uma dupla revisão em cada linha que você incluir na cover letter. Toda a ajuda para garantir que a gramática não será um problema é bem vinda. O amigo estrangeiro, a professora da escola de idiomas e um bom dicionário.

Estilo da carta

Nada de incluir mil negritos, palavras pomposas ou fontes e linhas coloridas. O que precisa chamar a atenção é o texto e não o estilo de fonte etc.

Depois de uma boa pesquisa é hora de colocar em prática essas dicas. (Imagem: CC)

Mãos à obra

O site Careers separou algumas dicas sobre o assunto. Vou listar algumas por aqui com tradução livre:

  • Use duas ou três palavras-chave presentes no anúncio da vaga. Isso vai demonstrar que você leu e entendeu do que se trata o emprego.
  • Explique como você pode contribuir com a empresa. O que você faz que pode ajudar de alguma forma? Quais são seus atributos?
  • Ainda relacionado ao item anterior: foque no que você pode oferecer e não no que você quer.
  • Seja profissional e amigável na linguagem.
  • Não implore pela posição. Vá direto ao ponto de uma maneira interessante.
  • Evite clichês ou expressões piegas.
  • Não comece cada parágrafo com “Eu”.
  • O empregador geralmente quer entender se você está disposto a colaborar positivamente com as ideias e metas da empresa. Demonstre isso na carta.

 

Links para consulta:

Modelos de currículos e cartas de apresentação no Careers NZ (clique aqui)

Dicas e modelos de currículos (clique aqui)

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