Carreira

Visto de Estudante – Com que visto eu vou?

Antes de falar sobre o visto de estudante, queria deixar claro que este post não contém um passo a passo de como aplicar para qualquer visto, mas sim dicas – preciosas – de uma pessoa que já teve diferentes vistos aqui na Nova Zelândia.

Aliás, quando o assunto é visto, a Nova Zelândia oferece muitas opções, desde visto de turista (que você só solicita no momento de entrada no país) até vistos para procurar por emprego. Pesquisar e decidir qual é o visto mais adequado para você, pode ser a diferença entre tê-lo aprovado ou não.

Quando eu vim para a Nova Zelândia, não existiam um monte de blogs dando dicas de como aplicar para cada visto ou nada do tipo, então recorri a uma agência de intercâmbio. Se é a sua primeira viagem para fora do Brasil e você tem receio de fazer as coisas por conta, recorrer a uma agência pode ser uma boa ideia. Ou você pode pesquisar o passo a passo no site da imigração e recorrer aos blogs para ter um auxílio.

Dito isso, aqui vão umas dicas para você que decidiu aplicar para o visto de estudante.

Separe todos os documentos exigidos para não dar motivos para seu visto ser negado! Eu também mandei uma carta explicando os meus motivos para querer estudar inglês aqui na terra dos Hobbits 😛

Se a sua intenção é vir para a Nova Zelândia para estudar, não caia na cilada de achar que será mais fácil entrar como turista e mudar o visto depois. Até porque os documentos e o dinheiro a ser comprovado serão os mesmos e se a imigração desconfiar que seu objetivo não é o turismo, mas sim o estudo, o seu visto pode ser restrito, o que significa que depois do período concedido, você não poderá aplicar para qualquer outro visto estando na Nova Zelândia.

Pesquise, pesquise e pesquise

Algumas escolas cobram o mesmo preço se você fechar por conta própria ou por intermédio de agência de intercâmbio. Como a agência recebe uma comissão da escola por aluno matriculado, ela não cobra a mais de você no preço da mensalidade.

Se você pretende fechar um pacote com uma agência de intercâmbio, pesquise bastante a qualidade dela para saber se ela é confiável ou não, e os preços oferecidos. Quando fechei o meu intercâmbio recebi um desconto por dólar, então compensou!

Além disso, pesquise também se prefere ficar em homestay ou não. Homestay geralmente são um pouco mais longe do centro da cidade, mas em compensação você ouve e fala inglês o tempo todo. Eu optei por uma residência estudantil da própria agência. Claro que falávamos português, porque éramos todos brasileiros, mas recebi muitas dicas boas e fiz alguns amigos para a vida.

Você tem direito a 20 horas de trabalho enquanto estiver estudando. (Imagem CC)

 

Trabalhando horas a fio?

Estudantes só podem trabalhar até 20 horas por semana (dependendo da duração do seu curso) e, apesar de pagar as taxas para o governo, você pode solicitar o retorno do dinheiro estando no Brasil. Você vai precisar abrir uma conta em um banco daqui e fazer um IRD.

Além disso, tenha em mente que se você quiser um trabalho em hospitality (bares, restaurantes, cafés) será muito mais fácil conseguir um emprego no verão do que no inverno. E não tenha medo de ir de porta em porta, é bem mais provável você conseguir um trabalho assim do que mandando currículos por e-mail.

A fluência e a segurança na hora de falar o idioma pode ser um empurrão para iniciar outros cursos.

Um bônus se o seu inglês deu um upgrade

Se o seu inglês já é bom o suficiente para se comunicar, talvez seja interessante pesquisar outras opções de curso, uma vez que há alguns cursos disponíveis que te dão a opção de depois de um ano de estudo, aplicar para um ano de visto aberto de trabalho, ou seja, depois de terminar o curso você pode trabalhar full time para qualquer empresa daqui!

Essas são algumas dicas que eu gostaria de ter recebido antes de vir para cá. Nos próximos posts vou falar um pouco da minha experiência com o Working Holiday Visa e com o Work Visa.

Recado importante.
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