Especial

Coração kiwi

No texto desta semana vou contar a história da Ana Elisa Garcia. Ela veio do Paraná e mora em Auckland há 11 anos. Assim como boa parte dos expatriados, ela também precisou aprender o idioma e se dedicar muito para se estabelecer no país. “ Minha irmã e meu cunhado chegaram primeiro para exercer o trabalho de pastores missionários. Eles nos convidaram a vir para ajudá-los como voluntários na igreja. Decidimos tentar conhecer e se não gostássemos poderíamos voltar . Vim com meu marido estávamos casados há três anos quando viemos”, explica.

No Brasil, Ana Elisa trabalhava em farmácia e depois de “lavar muito pratos, aprendi a trabalhar como chef em um restaurante. Mas a área de beleza, que antes era um hobby, virou a minha profissão e tem dado certo até então”, completa.

Etapas de aprendizado, adaptação à nova cultura e a ansiedade com aplicação de vistos fazem parte dos primeiros anos no novo país. Uma montanha russa de sensações e planos completa o combo. Porém, com persistência, informação e planejamento financeiro é possível vencer esse processo.

Ana Elisa e o marido tiveram o visto de residência negado, mas ela recorreu e hoje vive estável e legalmente no país. “Temos uma filha de cinco anos, Joy. A primeira filha se chamava Mel, mas ela faleceu no oitavo mês de gestação devido a uma síndrome rara”, esclarece. Até o momento ela tem 12 membros da família morando no país, entre eles está uma irmã e dois irmãos com as respectivas famílias.

União e Fé

A união e suporte da família fez toda a diferença, segundo Ana. “Na mudança foi essencial o suporte da minha irmã e cunhado , a cumplicidade entre mim e meu marido , e a nossa fé. A certeza que Deus estava conosco e tudo está debaixo da mão dele. Nós fazendo nossa parte a dele Ele faz sempre”, declara.

Com tantos anos na Nova Zelândia, Ana conta que a saudade já é diferente e que, com a tecnologia, tudo ficou mais fácil. “ Quando cheguei aqui tinha um cartão de 10 dólares para poder usar no mês para falar com a família. Hoje falo quando quero. Os meios se tornaram fáceis agora, o tempo disponível é você quem faz . Morar longe não quer dizer que você está longe , às vezes a distância é grande mas o afeto fica maior pela distância”, observa.

Adaptação

Embora a brasileira se arrependa de não ter aplicado residência para os pais quando era permitido, ela se diz integrada à cultura. Aprendeu a admirar aspectos como “pontualidade, organização e confiança na palavra dada”. “A única coisa que acho que nossa brasilidade seria bem usufruída a seria no quesito fazer amizade fácil e ser mais aberto às demonstrações afetivas”, avalia.

Atualmente Ana Elisa possui uma empresa – a Mel&Joy – na qual oferece serviços de beleza.

Como já mencionei em outros textos, o neozelandês é normalmente mais reservado. Abraços e beijos são afetos para os íntimos. Amizades e demais relacionamentos podem demorar mais tempo para serem construídas devido a essas características.

Não tente o jeitinho facial o jeito malandro de ser, faça tudo certo. Você está vindo viver em um país que já tem dono tem uma cultura tem regras mais rígidas então seja educado respeite as regras e desfrute desse paraíso criado por Deus. Agradeça sempre pois viver nesse paraíso e para poucos . A dica q daria seria : o lugar onde você está feliz esse é o lugar perfeito para você.
(Ana Elisa Garcia)

Leia as histórias anteriores:

A vida de quem cruza o Pacífico
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Comunicóloga freelancer e expatriada. Curiosa por novas histórias e idealizadora do Além do Mar. Escreve com o propósito de solucionar problemas de uma maneira mais leve - ou para organizar o caos mental vez ou outra. =)

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